Aqui você pode existir do seu jeito.
Um espaço para mulheres autistas, com TDAH e outras neurodivergências, com ou sem diagnóstico, se entenderem sem precisar mascarar quem são.
Muitas mulheres passam anos sem se reconhecer
O autismo e o TDAH foram estudados, por muito tempo, a partir de meninos. Nas meninas, os sinais costumam aparecer de outro jeito: mais silenciosos, mais adaptados, mais escondidos.
Por isso tantas mulheres crescem aprendendo a observar, imitar e se ajustar para caber. Por fora, parece que está tudo bem. Por dentro, o custo é alto: cansaço constante, ansiedade e a sensação de estar sempre atuando.
Se algumas dessas frases te descrevem
Passou a vida sentindo que funciona diferente das outras pessoas, sem saber explicar por quê.
Ensaia conversas antes e repassa cada uma depois, com medo de ter dito algo fora do lugar.
Sai de lugares cheios, barulhentos ou muito iluminados completamente esgotada.
Já ouviu que é sensível demais, distraída demais, intensa demais.
Recebeu um diagnóstico depois de adulta, ou desconfia que ele explicaria muita coisa.
Se cobra para dar conta de tudo e sente que está sempre um passo atrás.
Nenhuma dessas frases é diagnóstico. São convites para olhar com mais cuidado para a sua história.
Um cuidado que parte de quem você é
Na abordagem humanista, você não é um conjunto de sintomas. A neurodivergência faz parte de quem você é, e o trabalho é te ajudar a viver bem com ela, não a esconder.
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Entender como você funciona
Seu jeito de sentir, de perceber o ambiente e de se relacionar tem uma lógica. Conhecê-la tira muito do peso da culpa.
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Tirar as máscaras aos poucos
Muitas mulheres neurodivergentes aprenderam a camuflar quem são para caber. Aqui você pode descansar dessa performance.
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Respeitar seus limites
Construir uma rotina e relações que caibam no seu ritmo, em vez de viver tentando alcançar o ritmo dos outros.
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Recontar a sua história
Olhar para trás com outros olhos e dar sentido a experiências que antes pareciam falhas suas.
Lugares onde a gente não precise se explicar
Eu quero construir espaços onde as pessoas sejam entendidas sem precisar traduzir o que são e o que sentem. É isso que me move no cuidado com mulheres neurodivergentes.
Sigo estudando o tema, hoje numa pós-graduação em Neuropsicologia, e levo esse olhar para os atendimentos individuais e para os grupos que conduzo.
“Acredito no valor de contarmos a nossa história de forma legítima, reconhecendo o sentido das nossas experiências.”
Vitória Carvalho · CRP 03/28719
Também em grupo
Além dos atendimentos individuais, conduzo oficinas e grupos terapêuticos. Estar entre pessoas que sentem parecido costuma ser um alívio enorme.
Saber dos próximos grupos
O que costumam me perguntar
Preciso de laudo para fazer terapia com você?
Não. Você pode chegar com um diagnóstico, com uma suspeita ou só com a sensação de que não se encaixa. O cuidado começa de onde você está.
A terapia serve para dar um diagnóstico?
A psicoterapia não é uma avaliação diagnóstica. Se durante o processo fizer sentido buscar uma avaliação, conversamos juntas sobre esse caminho.
Descobri agora, depois de adulta. É tarde?
Não é. Muitas mulheres só se reconhecem neurodivergentes na vida adulta, e esse momento costuma trazer alívio e também luto. As duas coisas têm lugar na terapia.
Como funciona o atendimento?
É online, por videochamada. Você participa de onde estiver, num lugar em que se sinta confortável, sem precisar enfrentar deslocamento e ambientes cheios.
O primeiro passo pode ser pequeno.
Me chama no WhatsApp. Conversamos com calma sobre o que você está vivendo e sobre como posso te acompanhar.
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